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Antes de contratar

O código do meu site é meu? O que conferir antes de contratar

Jonh SilvaFundador da Ezer Digital Publicado em Atualizado em 7 min de leitura
Ilustração de uma chave sendo entregue sobre uma janela de site com um cadeado aberto
Resposta curta

O código do seu site só é seu se isso estiver combinado e entregue. Antes de contratar, confira quatro coisas: o domínio registrado no seu CPF ou CNPJ, a hospedagem em uma conta sua, o código entregue a você e os acessos (e-mail, Google, redes) no seu nome. Assim, se o fornecedor sumir, a empresa continua.

"O fornecedor sumiu e levou os acessos junto." É uma das histórias mais comuns de quem já teve site, e quase sempre começa com algo que ninguém conferiu na contratação. O site parece seu, mas o domínio, a hospedagem e as senhas estão no nome de outra pessoa. Este guia mostra o que precisa ficar com você e o que perguntar antes de assinar.

Por que isso importa se o site está funcionando?

Importa porque o problema só aparece no pior momento: quando você precisa mudar algo e não consegue. Enquanto o site funciona, ninguém pensa nisso. Até que acontece uma destas situações:

  • O fornecedor fecha, muda de ramo ou para de responder.
  • Você quer trocar de empresa e descobre que não pode levar o site.
  • O domínio vence, ninguém renova e o endereço sai do ar.
  • O e-mail da empresa para de funcionar junto com o site.
  • Você precisa de um relatório do Google e não tem acesso à conta.

Nessas horas, quem tem tudo no próprio nome resolve em dias. Quem não tem pode precisar refazer o site do zero.

O domínio está no meu nome?

O domínio é o endereço do site, como suaempresa.com.br, e ele precisa estar registrado no seu CPF ou no CNPJ da empresa. Domínios terminados em .br são registrados no Registro.br, e qualquer pessoa pode consultar lá em nome de quem está um endereço.

O que conferir:

  • O titular do domínio é você ou a sua empresa, não o fornecedor.
  • Você tem o login da conta onde o domínio está registrado.
  • A renovação está com você, ou pelo menos você recebe o aviso de vencimento.

O domínio é a peça mais importante. Com ele em mãos, você consegue apontar o endereço para um site novo a qualquer momento.

E a hospedagem, de quem é?

A hospedagem é o computador ligado na internet onde o site fica guardado, e o ideal é que a conta esteja no seu nome. Se ela estiver na conta do fornecedor, o site depende dele para continuar no ar.

Pergunte:

  • A conta da hospedagem vai ser criada no nome da minha empresa?
  • Eu vou ter login e senha de administrador?
  • Se eu quiser trocar de fornecedor, o site continua no mesmo lugar?

Alguns fornecedores incluem a hospedagem no próprio pacote, o que pode ser prático. Só confira se, ao sair, você consegue levar o site junto, e como.

O código do site é meu?

O código é o conjunto de arquivos que faz o site funcionar, e ele só é seu se o contrato disser isso e se ele for entregue a você. Não basta o site estar no ar.

O que conferir:

  • O contrato diz que o código é seu depois que o projeto é pago.
  • O código fica guardado num repositório no seu nome. Repositório é o lugar onde os arquivos do código ficam salvos, com o histórico de cada mudança. O GitHub é o mais conhecido.
  • Há documentação, um texto explicando como o site está montado, para outro profissional conseguir continuar.

Atenção a um ponto: em algumas plataformas de montar site, o site não pode ser levado para outro lugar. Você paga a mensalidade e, se sair, recomeça. Não é necessariamente ruim, mas você precisa saber disso antes.

Quais acessos precisam ficar comigo?

Todas as contas ligadas ao site precisam estar no seu nome, com você como administrador. As mais comuns:

  • E-mail da empresa, como contato@suaempresa.com.br.
  • Painel do site, se ele tiver uma área para você editar textos e imagens.
  • Google Analytics, que mostra quantas pessoas visitam o site e de onde vêm.
  • Google Search Console, que mostra como o site aparece nas buscas do Google.
  • Perfil da empresa no Google, o que aparece no mapa.
  • Contas de anúncio e redes sociais ligadas ao site.

Uma boa regra: o fornecedor pode ter acesso para trabalhar, mas o dono da conta é você. Assim, quando o trabalho termina, você só tira o acesso dele.

O que perguntar antes de assinar o contrato?

Faça estas perguntas por escrito e guarde as respostas. Um fornecedor sério responde todas sem rodeio:

  1. Em nome de quem vai ficar o domínio?
  2. A hospedagem vai ficar numa conta minha?
  3. O código é meu depois que eu pagar? Isso está no contrato?
  4. Onde o código vai ficar guardado e como eu acesso?
  5. Vocês entregam documentação?
  6. Se eu quiser trocar de fornecedor, como funciona a saída?
  7. O que acontece se eu parar de pagar a manutenção mensal? O site continua no ar?

Se a resposta for vaga ou "isso a gente vê depois", desconfie. Para outros pontos que valem conferir, veja como escolher quem vai fazer o seu site.

E se o meu site atual já está no nome de outra pessoa?

Dá para resolver na maioria dos casos, e quanto antes, melhor. Comece por aqui:

  1. Consulte o domínio no Registro.br e veja quem é o titular.
  2. Peça ao fornecedor atual a transferência do domínio e dos acessos, por escrito.
  3. Peça uma cópia do código e dos arquivos do site.
  4. Crie as contas no seu nome e peça para ele ser adicionado como usuário, não como dono.

Se o fornecedor não responde mais, o domínio costuma ser o ponto mais urgente, porque é o que mantém o endereço e o e-mail funcionando. Se o site antigo não puder ser aproveitado, vale aproveitar a troca para revisar o que um site institucional precisa ter.

Na prática, na Ezer

Na Ezer, código, domínio, hospedagem e contas ficam no nome do cliente desde o começo. As contas são criadas com você como dono, e a gente entra como usuário para trabalhar.

No fim do projeto você recebe tudo documentado: onde cada coisa está, como acessar e como outro profissional poderia continuar. Se depois você quiser seguir com a gente num plano de manutenção, ótimo. Se não quiser, o site continua seu e no ar.

Perguntas frequentes

Se eu pagar pelo site, o código é automaticamente meu?

Não necessariamente. Depende do que está no contrato e do que é entregue. Peça por escrito que o código passa a ser seu e que ele fica guardado numa conta sua.

Posso deixar o domínio no nome da agência por praticidade?

Não é recomendado. O domínio é o endereço da sua empresa na internet e o que mantém o e-mail funcionando. Ele deve estar no seu CPF ou CNPJ.

Ter o código no meu nome significa que eu mesmo vou mexer nele?

Não. Significa que você pode escolher quem mexe. Hoje pode ser um fornecedor, amanhã outro, sem precisar começar do zero.

O que é documentação e por que eu preciso dela?

É um texto que explica como o site está montado e onde fica cada coisa. Sem ela, qualquer pessoa nova leva muito mais tempo para entender e continuar o trabalho.

Onde encontro um passo a passo do que conferir antes de contratar?

O guia antes de contratar um site reúne o que perguntar, o que pedir no contrato e o que receber na entrega.

Quer conversar sobre o seu projeto?

Responda quatro perguntas rápidas e a gente te ajuda a entender o melhor caminho.

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